Hoje existe uma oferta enorme de “especialistas” em negócios. Gente que fala bonito, organiza slides perfeitos e parece ter resposta pronta para qualquer problema. Isso cria uma confusão perigosa: quanto mais conteúdo aparece, mais difícil fica separar orientação útil de conversa bem montada. E muitos empreendedores acabam seguindo conselhos que soam inteligentes mas não sobrevivem ao primeiro choque com a vida real.
Por que isso importa?
Porque conselhos ruins custam caro: tempo, dinheiro e confiança. Quem nunca executou tende a ignorar detalhes que quebram um negócio. Quem já fez sabe onde a teoria falha – e onde ela precisa ser adaptada.
Negócios não são uma lista de regras. São uma sequência de decisões sob pressão: cliente some, fornecedor atrasa, imposto muda, o caixa aperta, um concorrente copia, um funcionário falta, um anúncio para de funcionar. O “mundo ideal” dura pouco. E é justamente aí que aparece a diferença entre quem leu sobre o assunto e quem viveu o assunto.
Quem faz (ou já fez) ensina de um jeito diferente. Não porque é mais inteligente, mas porque aprendeu com erros reais. E esse tipo de aprendizado costuma vir acompanhado de duas coisas valiosas: limite (o que não funciona mesmo) e prioridade (o que resolve primeiro). Um bom operador não te entrega só possibilidades- ele te ajuda a escolher.
Alerta: cuidado com quem vende atalho sem ter andado o caminho
Se você investe tempo e dinheiro em palestrantes, mentores e vendedores de curso, faça um favor a si mesmo: verifique se a pessoa tem cicatrizes de execução. Não basta “entender”. Precisa ter colocado em prática.
Sinais de risco:
- Só fala de “estratégia”mas foge de detalhes simples (preço, oferta, entrega, cobrança, atendimento).
- Mostra muitos conceitos e poucos resultados verificáveis.
- Vende certeza total, como se negócio fosse previsível.
- Tem mais energia para marketing do que para exemplos concretos.
Sinais de alguém que já fez:
- Conta o que tentou, o que deu errado e o que mudaria.
- Explica como decidiu sob restrição (pouco tempo, pouco dinheiro, pouca equipe).
- Te dá um próximo passo claro para testar em poucos dias.
- Não promete facilidade; promete clareza.
Um jeito prático de escolher melhor “quem ensinar”
Antes de comprar qualquer curso ou mentoria, faça três perguntas:
- “Me mostre um caso real que você executou do início ao fim.”
- “O que você aprendeu do jeito difícil?” (se não há dor, desconfie)
- “Qual é o primeiro teste simples que eu posso rodar em 7 dias?”
Se a resposta vier cheia de frases bonitas e vazia de prática, pare.
Conclusão
A realidade atual empurra muita gente para consumir conteúdo como se isso fosse avanço. Mas aprender negócios não é acumular ideias – é ganhar capacidade de decidir e agir. Pense diferente: em vez de buscar “quem fala melhor”, busque “quem já atravessou problemas parecidos com os seus”. Porque no fim, você não precisa de inspiração. Você precisa de orientação que funcione quando o dia aperta.
É isso.
Boa tarde, por isso estou a estudar bem não avançar nesta fase em negócio próprio. Pois já tive experiência familiar/pessoal. Há muito por onde dispersar, sim.